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Resenha: Cidades de Papel, de John Green

21.12.13

Título: Cidades de Papel.
Autor: John Green.
Editora: Intrínseca.
Número de Páginas: 366.
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Livro no: Orelha de Livro - Skoob.

Alerta: resenha gigantesca a seguir.
Não contém spoilers. :)

O livro é narrado em primeira pessoa por Quentin, ou simplesmente Q. Ele é um adolescente que está no último ano da escola e é apaixonado por uma garota chamada Margo Roth Spiegelman, sua vizinha. Os dois se conheceram aos dois anos de idade, e até brincavam juntos ás vezes, quando ainda eram crianças. Inclusive, teve uma vez em que Q e Margo estavam no parque e encontraram um homem morto. Margo disse a Q que talvez todos os fios dentro dele tenham se arrebentado, e Q acabou guardando essa frase na memória.

Porém, ambos cresceram. Margo tornou-se a garota mais popular da escola, fez outros amigos (também populares) e arranjou um namorado idiota. Q e Margo deixaram de se falar. MAS ESPERE! Não é o que você está pensando. De jeito nenhum. Margo não virou uma garota popular e patricinha, ela era super legal. Mesmo. Ela e Q só se afastaram mesmo por... Bem, não teve um motivo específico. O tempo e as circunstâncias afastam as pessoas umas das outras ás vezes.

Margo Roth Spiegelman é uma garota, no mínimo, diferente. Digamos que ela não vê graça em uma vidinha normal: escola, faculdade, casamento e filhos - não necessariamente nessa ordem. Margo detesta o fato das pessoas serem vazias. Ela quer descobrir quem ela é de verdade, e de preferência, descobrir que não é vazia como os outros que a cercam são.
“- Você sabia que na maior parte de toda a história da humanidade a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? Você podia contar com mais ou menos uns dez anos de vida adulta, certo? Não havia planos de aposentadoria. Não havia planos de carreira. Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade.”
♦ Margo, página 42.
Margo vive fugindo de casa por curtos períodos de tempo e deixando pistas - sempre insignificantes - para que seus pais a encontrem.
Em uma certa noite, ela invade o quarto de Quentin e o convida a fazer parte de um plano de vingança que criou para dar uma lição em pessoas que ela julgou merecedoras de um castigo. Q, mesmo um tanto inseguro, aceita. E naquela noite, se diverte como não se divertia há muito tempo.

Quando volta para casa, ele está certo que as coisas serão diferentes dali pra frente. Que Margo e ele passarão a conversar na escola, se tornarão grandes amigos - ou algo mais, porque afinal de contas, Q é apaixonado por ela. Mas então, Margo foge novamente de casa. E dessa vez não parece ter a intenção de voltar - e nem precisa voltar, porque já tem 18 anos.

Q, como qualquer outro garoto apaixonado e cheio de esperanças, fica bolado. Mas ele não é o único: o pessoal da escola também sente falta dela. Não, isso é mentira. Na verdade, só mesmo Q e Lacey, a (ex) melhor amiga de Margo sentem falta dela. Q se irrita um pouco com isso, inclusive. Todas as pessoas que Margo considerava suas amigas estavam seguindo normalmente com suas vidas, como se Margo não fizesse a menor diferença. Como se Margo sequer existisse.

Maaaas, para a alegria de Quentin, ele encontra uma pista. Uma pista que imagina ter sido deixada por Margo. Uma pista deixada de Margo para ele. Então Q, com a ajuda de Lacey e seus amigos Ben e Radar, desvenda (ou ao menos tenta desvendar) essa pista e as outras que vão surgindo. Eles começam a vasculhar inúmeros bairros fantasmas, em busca de algum sinal de Margo Roth Spiegelman. E então...

Chega. Sem mais revelações sobre o enredo, porque qualquer coisa que eu dissesse daqui para frente seria spoiler. Mas uma coisa eu digo: leia esse livro. Eu gostei muito dele. Muito mais do que de A Culpa é das Estrelas (até porque é completamente diferente de ACEDE). Os personagens são incríveis, engraçados e reais. As metáforas são ótimas e realmente reflexivas. Por incrível que pareça, eu me identifiquei muito com a Margo. Com as dúvidas dela, seus pensamentos, vontade de encontrar um caminho próprio que valha a pena trilhar.

Cidades de papel é um ótimo livro. Se você for ler, esteja preparada(o) para ficar com a seguinte pergunta na cabeça: será que eu sou uma pessoa feita de papel também?



Alguns quotes:
“- Meu coração está acelerado - falei.
- É assim que a gente sabe que está se divertindo - disse Margo.”
♦ Página 53.
“- Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.”
♦ Pai do Q, página 227.
“A cidade era de papel, mas as memórias, não.”
♦ Página 260.
“É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo.”
♦ Página 262.
Classificação:  (5 estrelas).
Espero que tenham gostado da resenha. Alguém aí já leu ou vai ler Cidades de Papel?
Beijos e até mais!

22 comentários:

  1. Aff Tah você só sabe deixar a gente curiosa kkkkkkk
    adorei parece ser incrivelmente bom
    beijão, to louca para Ler <3

    - http://amandayshikawa.blogspot.com.br/

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    1. ASHAUSHASHUAS' Sim, sou do mal -ñ
      Leia mesmo, é ótimo ♥

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  2. eu comprei esse livro essa semana no Submarino e estou louca pra que ele chegue! Fiquei mais curiosa ainda pela sua resenha! Eu também tenho o ACEDE, e você disse que é melhor que ele... será? kkkkkk Bom, eu não sei se vou achar isso também, porque sou completamente apaixonada por A Culpa é das Estrelas. Pra saber isso é só lendo os dois mesmo né hahaha Espero que o Correio venha aqui em casa o mais rápido possível ♥
    bjsssssss
    reviraevoltas.blogspot.com

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    1. Na verdade não achei melhor do que ACEDE, só gostei mais dele. Não dá nem pra comparar os dois, já que são completamente diferentes (em um, você chora, em outro, você ri) =)
      Talvez você goste... É, só lendo mesmo pra saber, hehe! ^^
      Estou torcendo pro correio passar na sua casa rápido ;)
      Beijos! ♥

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  3. Resenha maravilhosa, Taís *---* Como uma boa - e recente, rs - fã do John Green, pretendo conferir os demais trabalhos dele, e esse é o que mais me chama atenção no momento. Essa capa já é linda, o autor já é um arraso, e a história é tão incrível assim? OMG, preciso ler! Possivelmente, acabarei por me identificar também com a Margo; vai ver o modo de pensar dela seja algo que todo ser humano já pensou algum dia, consciente ou não - tipo eu, talvez? - e, nessa vibe toda, ele realmente parece ter muito ponto reflexivo a tratar!
    Beijos...

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    1. Muito obrigada, Sâmmy *------* Eu achei a história ótima! Leia sim, eu suuuper recomendo!
      Sim, talvez você se identifique com a Margo. Acredito que têm um pouco de Margo em cada um de nós ^^
      Beijos ♥

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  4. Eu amei sua resenha! Só li o ACEDE dele mas já percebi que vou gostar bastante dos outros dele (menos Will & Will que não curti o enredo).
    To louca pra O Teorema Katherine ^^

    Bjss, Line
    putmerd.blogspot.com

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    1. Obrigada, Line! ^^ No momento, os únicos livro do John Green que eu quero ler são "Quem é você, Alasca?" e "Deixe a neve cair". Também não curti o enredo de Will & Will. E eu acho que O Teorema Katherine não é lá o livro mais indicado para minha pessoa devido a minha péssima relação com matemática =P
      Beijos ♥

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  5. Gente, um livro repleto de mistério e amor, adoro. O livro aparentava ser pequenino e fininho, mas pelo visto não é! Adorei, entrou para minha lista <3

    Um grande beijo,

    Juu-Chan || Nescau com Nutella

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    1. Está ocupando um lugar super merecido na sua lista <3
      Beijo grande ^^

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  6. Eu nunca li ACEDE, e nem quero ler. Acho a história muito clichê. Se essa história não tem nada a ver com ACEDE, então vou ler. Parece ser interessante. Mas só quando eu tiver dinheiro ç_Ç
    Kiss ~
    sibeleekpop.blogspot.com

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    1. Vou ser sincera: eu não sou a maior fã de A Culpa é das Estrelas do mundo. Dei 3 estrelas pra ele, não curti muito. Garanto que a história de Cidades de Papel é completamente diferente! =3 E eu gostei muito.
      Beijos ♥

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  7. Eu li sinopses dele e não gostei muito, mas diante das cinco estrelas quem sabe

    Joy, blog-acridoce.blogspot.com.br

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    1. Se você não curtiu a sinopse e acha que não vai curtir a história Joy, receio que as minhas 5 estrelas não vão ajudar em muita coisa >.<

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  8. Eu li a resenha e fiquei querendo mais HAHA
    Vou ver os preços dos livros no Sub. Talves eu compre um do John :)
    Beijos <3
    meuqueridodiariooficial.blogspot.com

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  9. Eu amo Cidades de Papel e também amo a Margo. Assim como você eu me identifiquei bastante com ela, queria fazer essa loucura que ela fez, me isolar de tudo, não sei, acho que seria perfeito, pelo menos por um dia. A única coisa que eu não gosto muito em Paper Towns é o final, acho que ele poderia ser mais completo.
    Acho que um livro do John Green que é melhor que ACEDE é o Quem é você Alasca? Ele tem tanto sentimento, não sei, mesmo sendo fã de TFIOS, Quem é você Alasca? me emocionou mais que ele.

    breathingnewthings.blogspot.com.br

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    1. Também queria me isolar de tudo como a Margo fez... Adorei essa loucura dela! Bem, o final realmente não foi uma maravilha, mas sei lá, eu não consegui imaginar um final melhor para a história.
      Eu ainda não li Quem é você, Alasca?, mas com certeza é o próximo livro do John que lerei. =)

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  10. Eu estava até desistindo de comprar Cidades de Papel porque a Ceci andou me dizendo que era muito pesado e tal... Coisa do tipo. Mas tudo bem. ACEDE também tem alguns palavrões e besteiras hehe, mesmo assim é perfeito. Parece ser um livro bem intrigante, misterioso, que massa. Agora... Será que eu sou feito de papel? HAUHSUHS tenho que ler pra entender essa. #QuerendomuitoCDP
    Beijoca

    Foreverbia.blogspot.com

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    1. Cidades de Papel tem váááários palavrões e besteiras do gênero, mas isso foi uma das coisas que eu gostei no livro. Além de me fazer dar risada em algumas partes, acho que tornou os personagens mais reais. u.U
      Sim, só lendo para entender, hehehe! =3
      Beijoca ♥

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  11. Nunca me interessei por esse livro. Admito que a capa é linda, mas a sinopse nunca me chamou atenção. Adorei as ultimas fotos com a coruja, ela é diva de mais U-Ú heueheu!

    Beijooos linda <3
    adolescenteimatura.blogspot.com

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    1. Coruja divando sempre, hehe! ♥ Thanks ^^
      Beijos diva =)

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