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Até mais

2.4.16


Não gosto de sentir que estou fazendo as coisas só pela metade. É o que estou sentindo por aqui. Atualizando o blog só uma vez durante o mês... Eu simplesmente não tenho mais tempo. Tenho uma lista de prioridades e, infelizmente, o blog não está mais conseguindo fazer parte dela... Escola, trabalho, e último ano do ensino médio. Estudos, treinos de redações pro ENEM, livros que leio, animes que assisto, dias em que saio e me divirto... Não tenho mais tempo de atualizar o A Minha Maneira de Ser com uma certa frequência.
Por isso, o blog vai ficar sem novos posts até o dia em que eu tiver tempo outra vez. E não, isso não é um adeus. Voltarei, apenas não sei quando. Até lá, vocês podem me encontrar no meu Facebook, Twitter, Instagram e no Entretanto, o blog da Jul, no qual eu sou colunista mensal.
É com um aperto no coração que digo que o blog ficará desatualizado por tempo indeterminado, mas é com certeza que afirmo: eu voltarei.
Obrigada por tudo.

Beijos, Taís K.

Malditas pessoas descompromissadas!

28.2.16


Olho para esquerda, para a direita. Para cima, para baixo. Eu nem preciso procurar muito e já os identifico em meio a multidão: pessoas descompromissadas. Malditas pessoas descompromissadas! Dessas que não cumprem suas partes em trabalhos em grupo, não cumprem horários, prazos... Nada me irrita mais.
Mas, calma! Este não é um texto revoltadinho da Taís aqui reclamando de pessoas descompromissadas e irritantes, não. É bem ao contrário. Bem, você sabe, todos nós temos o controle de nossos sentimentos e pensamentos (exceto alguns casos especiais), certo? É claro, as pessoas irritantes existem POR TODOS OS CANTOS, SOCORRO, PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER, entretanto, não precisamos deixar que elas sejam donas dos nossos sentimentos e pensamentos, sabe? Nós podemos nos controlar. Até porque, quando você está irritado com alguém, é porque você se importa. Você escolheu se importar. As pessoas só nos causam os efeitos que nós permitimos que elas causem.
"Mas Taís, aquele fulano, além de me irritar, me prejudica/prejudicou! O que eu faço?" vamos, então, simular três hipóteses:
1) Não fez a parte dele no trabalho de escola e aí tiramos nota a baixo da média - okay, não fique remoendo o ódio no seu coraçãozinho, apenas não faça mais trabalhos com o fulano. E quanto à nota, você recupera!
2) Não faz a parte dele no trabalho, fazendo tudo sobrar para mim - já tentou falar com ele? Com seus superiores? Sim? Deu resultado? Não? Que pena, a vida tem dessas. Agora, a sua irritação vai dar resultado? Respira fundo e pense em como seu final de semana vai ser dahora! Dê o seu melhor e ponto final.
3) Sempre arranja um jeito de discutir comigo e me irritar, me tornando menos produtiva na vida - não discuta com fulano! Se ele iniciar uma discussão, diga apenas "você tem toda a razão, ó senhor conhecedor de toda a verdade", isso deve calar a boca dele. Se não calar, você apenas ignora e continua vivendo sua vidinha numa boa.
Viu só? Simples!
O seu caso não faz parte das hipóteses? Oh, que pena, mas deve ter uma solução bem simples também. Só pense um pouquinho, vamos! Nós geralmente escolhemos ficar com raiva porque ficar com raiva é mais fácil do que pensar bem.
Vou encerrando o texto de hoje, pessoal. Por favor, nada de deixar toda essa gente insuportável que existe destruir a alegria do coraçãozinho de vocês! Carma, pessoal. Tudo que vai, volta. Tudo o que elas fazem (ou deixam de fazer) vai, desastrosamente, voltar para elas um dia... Aqui se faz, aqui se paga. Mas você não é o cobrador. Por isso, relax!

Beijos, Taís K.

Sentir

14.2.16


A razão de eu publicar meus escritos na internet é muito simples: acredito que palavras precisam ser compartilhadas. Para mim, a parte mais legal de escrever é ver que as outras pessoas que leram se identificaram, gostaram, se emocionaram. Não há sentido, para mim, em transformar meus sentimentos em palavras e depois deixar elas guardados apenas comigo. Quando os transformo em palavras, preciso que voem por aí e encontrem outros corações. Preciso que minhas palavras sejam mais do que vistas por outras pessoas, preciso que sejam sentidas.
Ontem acabei a leitura de “Toda luz que não podemos ver”, um tocante livro de Anthony Doerr. É um livro cuja história se passa durante a segunda guerra mundial, que possui dois protagonistas: uma garota francesa e um garoto alemão. As histórias de ambos são narradas e, em determinado ponto do livro, se cruzam. É um livro apaixonante, de verdade. Pois bem, a protagonista francesa se chama Marie-Laure, e é cega. Não nasceu cega, mas, ainda quando criança, sua visão foi ficando cada vez pior até que ela lhe perdeu.
Eu sempre tive um grande medo de perder a visão, o movimento das pernas, a audição... Qualquer sentido. Pensei que seria impossível para mim, tão acostumada com eles, ser feliz se algum fosse, em determinado momento, tirado de mim. Mas então, conheci Marie-Laure, que, mesmo perdendo a visão, adequou-se a sua nova situação. Ela não podia ver as coisas, mas podia senti-las. Sentir aquela flor em seus dedos, sentir o mar em seus pés, sentir o cheiro de um pão fresco. Claro, a personagem tem suas dificuldades e limitações, mas as sensações, estar viva, lhe torna feliz, lhe torna completa.
Se um dia, a visão nos for roubada, ainda poderemos sentir. Se a audição nos for roubada, ainda poderemos sentir. Se nossos movimentos das pernas forem roubados, ainda poderemos sentir. Ainda estaremos vivos. Ainda teremos consciência do mundo. Ainda sentiremos o cheiro de uma rosa, o gosto de um bolo, a água de uma cachoeira caindo em nossas mãos. Ainda poderemos ser felizes. Conseguiremos, foi isso que “Toda luz que não podemos ver” me ensinou, pois sentir é o que mais importa, a cima de absolutamente tudo.

Beijos, Taís K.